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domingo, 4 de junho de 2017

O Que Mais Importa


Às Vezes eu acordo e penso como será o meu dia hoje? Tem dias que é tranquilo, tem dias que é tenso, tem dias que eu deixo os meus pensamentos voarem livres nas asas da minha imaginação, pensamentos do tipo: como será daqui alguns anos? E fico preocupada, por mais que eu lute contra isso, é muito difícil e quando fico assim não consigo dormir direito, fico horas e horas acordada com pensamentos acelerado.
Mas, não quero dizer com isso que a minha vida é horrível, que só acontece coisas ruins comigo, tem os momentos bons. Por exemplo quando vejo a Rebeca obediente, vejo um bom filme com minha pequena família, escuto uma linda canção, quando passo algumas poucas horas sem dor, quando consigo ter uma noite tranquila de sono, quando preparo a aula do seminário, quando os jovens ficam mais reverentes e nós podemos sentir o Espirito Santo, quando o Xandre chega com um chocolate, quando estamos com saúde, quando ouço discursos cheio do Espírito.
Hoje foi a conferência da Estaca Rio Negro, a qual eu pertenço; todos os discursos foram maravilhosos. Do presidente da estaca, do presidente da missão Manaus e sua esposa sister Castro – (a irmã Castro sempre alegre, até as crianças gostam do discurso dela) e o Setenta de área Elder Campos; eu senti muito forte o Espírito em seu discurso. Então o Elder Campos citou algumas palavras de um dos discursos do Presidente Thomas S. Monson que eu mais gosto: Alegria na Jornada.

As maiores lições que devemos aprender nesta breve jornada na Terra, estão nas lições que nos ajudam a distinguir o que é importante daquilo que não é. Peço a vocês que não deixem as coisas mais importantes passarem por vocês, enquanto planejam um futuro ilusório e não existente, enquanto vocês têm todo o tempo do mundo para fazer o que quiserem. Em vez disso, procurem ter alegria na jornada — agora.

Se vocês têm filhos que já cresceram e se mudaram, provavelmente já sentiram ocasionalmente a dor da perda e o reconhecimento de que não deram o devido valor a essa fase de sua vida. Evidentemente, não há como voltar, apenas seguir em frente. Em vez de reviver o passado, devemos aproveitar ao máximo o presente, aqui e agora, fazendo tudo o que pudermos para garantir lembranças agradáveis no futuro.

Se ainda estão criando seus filhos, estejam cientes de que as marcas de dedinhos que quase sempre aparecem nas superfícies que acabaram de ser limpas, os brinquedos espalhados pela casa, as pilhas e pilhas de roupa suja para ser lavada, desaparecerão muito em breve e — para sua surpresa — vocês sentirão falta disso tudo, profundamente.

Jamais nos arrependeremos das palavras bondosas proferidas ou do afeto demonstrado. Em vez disso, vamos arrepender-nos, se omitirmos tais coisas em nosso relacionamento com aqueles que mais significam para nós.

Nunca permitam que um problema a ser resolvido se torne mais importante do que uma pessoa a ser amada. Os amigos se mudam, os filhos crescem e os entes queridos morrem. É muito fácil negligenciarmos as pessoas, até o momento em que elas saem da nossa vida e ficamos com o sentimento de que as coisas poderiam ter sido diferentes. A escritora Harriet Beecher Stowe disse: “As lágrimas mais amargas derramadas junto aos túmulos decorrem das palavras que não proferimos e das coisas que deixamos de fazer


Antes do acidente, eu tinha uma preocupação exagerada com a limpeza da casa, das coisas se tinha pueira ou não, não deixava ninguém entrar calçado dentro de casa, era muito chata em relação a essas coisas; hoje eu vejo as coisas um pouco mais diferente; ainda gosto da casa arrumada, cheiro de limpeza no ar; eu ensino para Rebeca que uma casa limpa é onde o Espírito Santo habita, ensino pra ver se desperta nela o desejo de pelo menos organizar a casa. Penso que se fosse como antes, eu iria viver nervosa e brigando, mas não quero isso. Eu não sei quanto tempo mais o Senhor ainda vai me dá e quero que ela tenha boas recordações minha e não de uma mãe estressada e briguenta

domingo, 16 de abril de 2017

seguir o Salvador traz felicidade nesta vida e no céu.

Na Sessão Geral das Mulheres dessa conferência de 2017, a primeira  discursante foi a irmã Bonnie H. Cordon Segunda Conselheira na Presidência Geral da Primária. A irmã começou o discurso dela citando os versículos da Biblia, que desde 2008 marcou em minha mente e coração com uma força tal que não consigo achar as palavras certas para definir a não ser de que foi O Senhor que colocou, (ela a escritura) em minha vida no momento que eu mais precisava, que foi logo depois do acidente. 




“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”.

Eu repetia essa escritura sempre que um pensamento sombrio cruzava minha mente; pensamentos do tipo: como a minha vida iria ser daquele momento em diante? dependendo das pessoas pra tudo? eu me encotrava perdida num mar de dúvidas. Foi aí que lendo as escrituras, encontrei esses dois versículos em provérbios que me deram esperança para continuar. Em minhas orações, além de pedir ao Senhor, forças para continuar, peço a Ele animo, alegria para continuar o servindo no que eu puder.

Porque não é só estar viva, eu sou mãe, esposa, irmã, filha, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias, tenho que me esforçar para sorrir 😊😢 quando estou triste, falar com brandura quando estou querendo gritar de dor. Mas tem o dia de bênçãos, em que fica tudo tranquilo, é o dia que eu chamo de bálsamo.




Alguns depreciam o cristianismo ao aceitar o mito de que a felicidade não será encontrada nesta vida, mas somente no céu. Asseguro a vocês que seguir o Salvador traz felicidade nesta vida e no céu.

Em seguida o Élder Quentin L. Cook conta uma história verídica, muito emocionante de dois amigos dele:

Tive uma experiência quando estava com 20 e poucos anos que exerceu grande impacto sobre mim. Ela envolveu os funerais de dois bons homens, que ocorreram com apenas alguns dias de diferença um do outro. O relato é verdadeiro, mas mudei os nomes e, propositalmente, estou sendo meio vago com relação a alguns fatos.
Eu tinha 25 anos de idade, havia-me formado em Direito em Stanford e havia pouco começara a trabalhar em um escritório de advocacia. Trabalhava em meio a pessoas de elevado nível de instrução, que haviam reunido significativas posses materiais. Eram pessoas amáveis e, de modo geral, finas e atraentes.
Já os membros da Igreja com quem convivia eram muito diferentes. A maior parte deles tinha pouca riqueza material. Eram pessoas maravilhosas e a maioria tinha um propósito na vida. Foi a essa altura que dois homens idosos e aposentados que eu conhecia havia alguns anos faleceram. O funeral deles aconteceu com apenas alguns dias de diferença e viajei para comparecer a cada um. Decidi chamar um dos homens de Rico e o outro de Fiel. Os dois funerais estão bem gravados em minha mente porque esclareceram o significado das escolhas que todas as pessoas têm diante de si, principalmente os jovens. Eles também demonstram a complexidade da distinção entre as virtudes profissionais e as virtudes pessoais.

Tanto Rico como Fiel haviam servido missão quando rapazes. Ao que se sabe, ambos foram missionários dedicados. Após a faculdade, a vida deles começou a tomar rumos diferentes. Rico casou-se com uma linda moça que, com o tempo, ficou menos ativa na Igreja. Fiel casou-se com uma moça igualmente linda e que era completamente ativa na Igreja. Mais que qualquer outro fator, essa decisão moldou as demais decisões da vida deles. Em minha experiência, quando os casais se mantêm puros e fiéis ao Salvador e ao eterno significado da família, as virtudes pessoais são quase sempre preservadas.

Falarei algo mais sobre Rico. Ele tinha habilidades maravilhosas com as pessoas e se importava muito com elas. Começou a trabalhar em uma grande empresa dos EUA e tornou-se presidente dela. Ganhava bem e morava em uma casa grande e bonita construída num terreno espaçoso. Foi por isso que decidi chamá-lo de Rico. Seria justo dizer que suas escolhas quanto à carreira não foram apenas boas ou muito boas, mas excelentes.

Mas as escolhas quanto à família e à Igreja não foram tão boas. Era um bom homem e não se envolveu em escolhas pessoais relacionadas ao mal, mas as escolhas que fez com relação à família influenciaram seus filhos a dedicarem-se exclusivamente aos estudos e ao trabalho, essencialmente as virtudes profissionais tão valorizadas no mercado de trabalho. Seus filhos também ingressaram em excelentes carreiras. Porém, não permaneceram ativos na Igreja e casaram-se com moças que não eram membros. Não conheço todos os fatos sobre os filhos, mas, em cada caso, o casamento terminou em divórcio.
Rico e a esposa também se tornaram menos ativos. Estavam envolvidos principalmente em atividades sociais importantes e da comunidade. Ele sempre se considerou membro da Igreja e tinha orgulho da missão que cumprira, mas não ia à igreja. De tempos em tempos, ele contribuía com os projetos de construção da Igreja e ajudava membros SUD com a carreira deles. Além disso, era uma boa influência quanto à honestidade, integridade e boa vontade em todas as posições que ocupou.
O funeral dele foi realizado em uma capela ecumênica no cemitério. Muitos altos executivos e dignitários compareceram ao funeral, inclusive o governador do Estado onde ele morava. Com exceção de seus filhos, netos e eu, todas as pessoas tinham mais de 50 anos de idade. No geral, foi um funeral sóbrio. Os princípios básicos do plano de felicidade não foram ensinados e pouco foi dito a respeito de Jesus Cristo. A vida de Rico teve como base quase que exclusivamente as virtudes profissionais.

As decisões de trabalho de Fiel não o levaram a tanto sucesso. O trabalho inicial dele em um pequeno negócio independente foi frustrado quando o estabelecimento pegou fogo e ele perdeu tudo. Depois, abriu outro negócio, mas mal conseguia fazer os pagamentos necessários. Tinha uma casa pequena, mas adequada. Gostava de seu trabalho e de sua interação com as pessoas. A carreira dele era boa e com certeza satisfatória, mas não sobressaía nem podia ser chamada de excelente. Não era uma carreira de virtudes profissionais.
Suas escolhas quanto à família e à Igreja, por outro lado, eram absolutamente excelentes. Ele e a esposa eram completamente ativos na Igreja. Ele servia onde era chamado, frequentemente como professor, ia ao templo assiduamente e era um portador fiel do sacerdócio. Tinha relacionamentos maravilhosos, especialmente com sua família numerosa e seus muitos netos. Todos eram bem formados, mas sua ênfase principal para eles foi viver uma vida cristã. Quando se aposentou, ele e a esposa serviram missão juntos. Apesar de enfrentar desafios, inclusive a morte de um filho na Segunda Guerra Mundial, ele obteve satisfação e alegria em sua vida devido ao propósito e significado que sua família e o evangelho de Jesus Cristo proporcionaram.
O funeral dele na capela da ala estava cheio e foi encantador. Pessoas de todas as idades compareceram, inclusive os muitos netos e os jovens a quem serviu. O plano de felicidade foi ensinado e o Salvador foi colocado no centro da cerimônia. Foi um funeral SUD exemplar. Os discursos falaram de seu caráter, sua bondade e preocupação com o próximo, da fé e do amor que dedicava ao Senhor Jesus Cristo.

domingo, 19 de março de 2017

Tente Imaginar

Depois de mais de 9 anos, estou novamente dando aula para o seminário, antes do acidente, eu era professora do seminário. Dar aulas no seminário consiste em dar aulas do evangelho, que pode ser do Velho Testamento, do Novo Testamento, do Livro de Mórmon e de Doutrina e Convênios. É um livro por ano. De terças às sextas para jovens de 14 à 17 anos. Esse ano estamos estudando o Novo Testamento. Aos domingos continuo dando aulas do Princípios do Evangelho aos membros novos. Eu amo servir ao Senhor no máximo que eu puder ❤☺

Na semana que passou eu vi na tela do meu notebook  uma foto do tempo que eu andava; deu um nó na minha garganta, bateu uma saudade. O  xandre colocou como proteção de tela umas fotos nossa, de família e quando eu liguei o computador lá estava a foto. Também vi um pequeno vídeo que me emocionou. Quando temos o corpo perfeito, com tudo funcionando direitinho, muitas vezes nem lembramos de agradecer.

Assistam um pequeno video muito emocionante. vejam:

Feche os olhos. E tente imaginar que NUNCA poderá abri-los novamente. É assustador, não é? E você consegue imaginar nunca ser capaz de ver seu companheiro/a, seus filhos e seus amigos? As pessoas esquecem com frequência de agradecer os dons que têm, tais como: ver, ouvir ou se movimentar. Mas há também muitas pessoas neste mundo que não têm isso como garantia. As pessoas cujos olhos não funcionam têm somente um sonho na vida — ver os rostos de seus entes queridos, pelo menos por um segundo. Porém, a maioria deles sabe que isso nunca se tornará realidade.
Contudo, os avanços na tecnologia estão permitindo que os médicos façam o impossível, restaurando os sentidos que foram perdidos há décadas. Estas histórias não são mais ouvidas apenas em livros ou em filmes — elas são histórias da vida real. E o homem de nome — Daniel — deste vídeo abaixo, é o sortudo. Ele fez um transplante de córnea bem-sucedido e está prestes a ver, pela primeira vez em 21 anos, sua esposa e sua filha… pela primeira vez na vida.
Ele está tão nervoso e tenso, já que a excitação vai muito além! Quando Daniel finalmente está pronto, ele tira  lentamente as mãos dos olhos e pisca várias vezes. Veja o que acontece depois.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Lições Mortais

Semana passada as dores aumentaram tanto, que eu comecei a sentir pena de mim mesma. Pensamentos pessimistas tomaram conta da minha mente e meu coração ficou tão apertado, tão deprimido. É, as vezes eu fico assim; é muito difícil, mas nessas horas eu só faço orar, pedindo forças para suportar bem. Quando eu era adolescente, eu ouvia muita música, era como conseguia relaxar. Hoje em dia a maioria das vezes que ouço música, me dá uma
tristeza, vontade de chorar, tanto que quase sempre prefiro deixar de ouvir.
Essa semana graças ao Pai Celestial, começou quase sem dor. Eu sei que é a resposta das minhas orações. Hoje de manhã quando estava estudando as escrituras, eu li uma pequena experiência do  Élder Robert D. Hales que me chamou muito a atenção.
Nesses nove anos que passaram, posso dizer que aprendi algumas lições que me ajudaram a ser uma pessoa melhor, mesmo tendo a noção do quanto ainda preciso melhorar.

Hoje dia 7 de fevereiro é o meu aniversário, estou completando 39 anos, lembrei do ano passado, que a Verônica, minha irmã, estava, foi num domingo, eu acho que já faz uns três meses que ela está viajando, sinto saudades. Domingo passado o Alexandre, meu esposo, foi chamado bispo. O Alexandre é um bom marido e pai, e sei que ele será um bom bispo.

Eis aqui a experiência que compartilho com vocês:

O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, se referiu a sua experiência pessoal com os desafios físicos para explicar como a graça do Salvador pode tornar-nos fortes na fraqueza:

“Nos últimos dois anos, exerci fé no Senhor para que Ele me ensinasse lições mortais em períodos de dor física, angústia mental e meditação. Aprendi que as dores constantes e intensas são algo que nos consagra, purifica, torna humildes e aproxima do Espírito de Deus. Se ouvirmos e obedecermos, seremos guiados por Seu Espírito e faremos Sua vontade no cotidiano.

Houve momentos em que fiz algumas perguntas diretas em minhas orações, como: ‘Que lições Tu queres que eu aprenda com essas experiências?’

Ao estudar as escrituras nesse período crítico de minha vida, o véu tornou-se tênue e recebi respostas por meio do que já fora registrado na vida de pessoas que haviam passado por tribulações ainda mais cruciantes. (…)
Em algumas ocasiões, eu disse ao Senhor que eu certamente já aprendera as lições a serem ensinadas e que eu não precisava passar por mais sofrimentos. Essas súplicas parecem ter sido em vão, porque me foi mostrado com clareza que esse processo de purificação e testes deveria ser suportado no tempo do Senhor e à maneira Dele. Uma coisa é ensinar, ‘Faça-se a tua vontade’ (Mateus 26:42); outra coisa é viver o princípio. Também aprendi que eu não estaria só ao enfrentar essas provações e esses reveses, mas que anjos protetores me amparariam. (…)
As experiências dos dois últimos anos tornaram-me mais forte em espírito e me deram coragem para testificar com mais eloquência ao mundo sobre os profundos sentimentos de meu coração”

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Uma história de Fé


Nesse natal eu não escrevi nada, mas na semana passada eu li uma história verídica contada pelo Presidente Thomas S. Monson, é a emocionante história de quatro jovens e seus pais. Logo depois que li, pensei em compartilhar no blog, afinal tudo que é bom e edifica é aconselhável compartilhar com o próximo.
😏⛪

Na véspera do Natal de 1997, conheci uma família admirável. Cada membro da família tinha um testemunho inabalável da verdade e da realidade da Ressurreição. A família era formada pelo pai, pela mãe e por quatro filhos. Cada um dos filhos — três meninos e uma menina — nascera com uma forma rara de distrofia muscular e era deficiente físico. Mark, na época com 16 anos, tinha passado por uma cirurgia na espinha, na esperança de se locomover com mais facilidade. Os outros dois meninos, Christopher, de 13 anos, e Jason, de 10, iriam, dali a alguns dias, à Califórnia para se submeter a uma operação semelhante. A única filha, Shanna, tinha, na época, cinco anos e era uma linda menina. Todos os filhos eram inteligentes e cheios de fé, e não havia dúvida de que os pais, Bill e Sherrey, tinham enorme orgulho deles. Conversamos um pouco, e o espírito especial dessa família envolveu minha sala e meu coração. O pai e eu demos uma bênção aos dois meninos que seriam operados em breve e, em seguida, os pais perguntaram se a pequena Shanna poderia cantar para mim. O pai comentou que ela perdera parte da capacidade pulmonar e que seria difícil, mas ela queria tentar. Acompanhada por uma fita cassete, e com uma voz límpida e bela, sem desafinar em nenhum momento, ela cantou sobre um futuro promissor:
Num lindo dia, em meu sonho, em um mundo que adoraria ver,
Há um lindo lugar onde o sol sempre nasce, E brilha no céu só para mim.
Nessa linda manhã de inverno, se meu desejo se tornasse realidade, de algum modo,
Então o lindo dia do meu sonho, seria aqui e agora.
Quando ela terminou, estávamos todos emocionados. A espiritualidade dessa visita marcou meu Natal daquele ano.
Mantive contato com a família e, quando o filho mais velho, Mark, fez 19 anos, foi designado para servir em uma missão especial na sede da Igreja. Tempos depois, os dois outros irmãos também tiveram a oportunidade de servir em missões semelhantes.
Há quase um ano, Christopher, que estava com 22 anos de idade, sucumbiu à doença que acometia todos os filhos da família. E, por fim, no mês de setembro passado, fui informado do falecimento da pequena Shanna, que estava com 14 anos. No funeral, Shanna recebeu belas homenagens. Apoiados no púlpito, os dois irmãos ainda vivos, Mark e Jason, contaram experiências familiares comoventes. A mãe de Shanna cantou em dueto uma linda música. O pai e o avô fizeram discursos comoventes. Embora estivessem com o coração partido, prestaram um testemunho sincero e contundente da realidade da Ressurreição e do fato de que Shanna ainda vivia, bem como seu irmão Christopher: ambos aguardando a reunião gloriosa com a família amada.
Quando chegou a minha vez de discursar, relatei a visita que a família me fizera quase nove anos antes e falei da linda música que Shanna cantara na ocasião. Concluí meu discurso com o seguinte pensamento: “Devido ao sacrifício do Salvador no Calvário, a morte não tem mais poder sobre nenhum de nós. Shanna está viva, sã e salva, e para ela o lindo dia sobre o qual cantou naquele Natal especial de 1997, o dia com que tanto sonhou, está aqui e é agora”.
Contada pelo Presidente Thomas S. Monson

Eu assisti o filme Escrevendo Uma Nova Vida e gostei muito da trilha sonora. O filme também tem uma história muito bonita, eu gostei muito, para quem quiser assistir é uma boa dica. A música é suave, faz a gente sonhar, pensar no que podemos fazer para melhorar nossas vidas. É muito bom!







quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Um Pai de Amor

Esses dias vendo esse acidente de avião, me veio novamente na mente o acidente de ônibus no qual eu, meu esposo e alguns irmãos da Igreja estávamos. Passou pela minha mente todo o sofrimento e dor que sentimos.
Por mais que tenha sido de ônibus, mas eu tive que voltar para Manaus de avião. De Caracas até Boa Vista, lembro que foi tranquila a viagem, o aviãozinho era novo e além do médico e enfermeiro, deixaram o Alexandre meu esposo, vim junto. Porém o aviãozinho que eu vim de Boa Vista para Manaus além dele já ser bem velhinho, tinha o cheiro muito forte de gasolina e eu que já estava com a respiração comprometida, piorei mais. Naquela hora ali me veio um pensamento horrível, pensei que do ônibus eu tinha escapado pelo menos com vida, mas que dali eu não tinha como sobreviver! Nem parecia que tudo aquilo que eu estava passando era real, parecia um pesadelo.
Dependendo do dia eu nem assisto ao jornal, que só se vê muita tragédia, roubo, assalto, morte, acidentes; enfim muita coisa feia, eu começo a pensar que só existe gente má no mundo. Diminui até a minha esperança, então minha consciência me avisa que isso não é bom, que esses sentimentos não vêm de Deus. Nosso Pai Celestial é um Pai de amor, paz, misericórdia ...
Só pensei que se todas aquelas pessoas que estavam sofrendo tanto, conhecessem o evangelho restaurado, soubessem da promessa de que se formos fiéis, depois dessa vida, viveremos com nossa família no reino Celestial.  É por isso que eu sempre posto mensagens, citações, escrituras, o máximo que posso para levar o evangelho por esse mundo a fora.

Esse mês de dezembro na A Liahona saiu na mensagem da primeira presidência, com Presidente Henry B. Eyring. Uma mensagem falando de Paz Nesta Vida.

Copiei este trecho:

Lembro-me de ter ido visitar uma mulher no hospital, poucos dias antes de ela falecer de câncer. Levei comigo minhas duas jovens filhas porque aquela bondosa irmã tinha sido professora delas na Primária.
Os familiares estavam reunidos em torno do leito, desejando estar com ela em seus últimos momentos na Terra. Fiquei surpreso quando ela se ergueu no leito. Estendeu a mão para minhas filhas e as apresentou a cada um de seus familiares. Falou como se minhas filhas fossem membros da realeza que estavam sendo apresentadas na corte de uma rainha. Ela descobriu um meio de dizer algo sobre como cada pessoa presente no quarto era um discípulo do Salvador. Ainda me lembro da força, da ternura e do amor que havia em sua voz. E recordo que fiquei surpreso com seu alegre sorriso embora ela soubesse que tinha pouco tempo de vida.

Ela havia recebido bênçãos de consolo do sacerdócio e deixou com todos nós um testemunho vivo de que a promessa de paz feita pelo Senhor é verdadeira: “Tenho-vos dito essas coisas para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).
Ela havia aceitado Seu convite, como todos podemos fazê-lo, sejam quais forem nossas provações ou nossos problemas:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para a vossa alma” (Mateus11:28–29).
É somente seguindo o Salvador que podemos encontrar paz e serenidade nas provações que todos enfrentaremos.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Deus Enxugará Todas as Lágrimas

O mês passado não foi nada fácil, pois a medicação da bomba de morfina a qual eu faço uso, havia acabado e ainda não tinha chegado ao hospital, passei quase um mês com dores maiores do que as que eu sinto normalmente; foi horrível. O médico precisa colocar os remédios na bomba de 4 em 4 meses, foi a primeira vez que eu me atrapalhei com a data.
Também foi o mês da conferência geral da Igreja. Reli alguns discursos e outros também; gosto de procurar por experiências que me ajudem a entender melhor algumas coisas. Porque especialmente no começo, eu me perguntava, além de ter ficado tetraplégica e passar por tantas dificuldades, ainda tinha que sentir tantas dores?
Como sempre encontro as respostas nas escrituras, quando li A Liahona de setembro de 2015 o Presidente Henry B. Eyring, compartilhando uma pequena experiência do pai dele, que estava lutando com um câncer, o Espirito Santo tocou o meu coração durante a leitura, eu soube que era a resposta.

Nas palavras dele:
Quando a dor se tornou intensa, nós o encontramos certa manhã de joelhos ao lado da cama. Ele estava fraco demais para voltar ao leito. Disse-nos que orara para perguntar ao Pai Celestial por que tinha de sofrer tanto se sempre tentara ser bom. Contou-nos que, como bondosa resposta, ouviu: “Deus precisa de filhos corajosos”.
E assim, ele foi valente até o fim, confiando que Deus o amava, que o ouvia e que o elevaria. Teve a bênção de ter aprendido bem cedo e jamais esquecido que um Deus amoroso está ao alcance de nossa oração.

No Novo Testamento em 2 Coríntios 12:7-10 diz o seguinte:

E para que não me enaltecesse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, para que não me enalteça.
 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.
 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
 10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por causa de Cristo. Porque quando estou fraco, então sou forte.

Eu sei que temos um Pai Celestial que ouve e responde as minhas orações, que nem sempre as respostas são como eu gostaria que fossem, mas tenho certeza que Ele sabe o que é melhor para mim. Tem pessoas que pensam que porque estão indo à Igreja e se esforçando para guardar os mandamentos, nada de ruim pode te acontecer, que a vida tem que ser somente maravilhosa. Eu pensava assim também, mas já aprendi há alguns anos atrás que não é assim.
Esse discurso do Elder Evan A. Schmutz dos Setenta fala exatamente sobre isso, é um dos discursos da Conferência Geral que me trouxe paz. É maravilhoso, eu convido você que está lendo agora essa mensagem a ver e ouvir essas palavras tão inspiradas, que responde ao coração aflito.